domingo, 4 de janeiro de 2015

Quando o amor fala mais alto o doador é quem é o mais beneficiado

 
Nos últimos anos o Gran Priorato templário do Brasil -GPTB- Cavalaria Espiritual São João Batista -CESJB- tem desenvolvido no dia 25 de dezembro, Dia de Natal, um trabalho social junto as crianças e famílias de Carangola, onde está situada a sede do GPTB.
O trabalho consiste na distribuição de cestas de alimento e de centenas de brinquedos.
Quem pensa que quem recebe é o grande beneficiado, está enganado. O maior beneficiado é quem doa.
Quem doa tem a oportunidade de constatar que por traz do mundo da fantasia e das ilusões produzido pelas redes televisivas existe um mundo real, com pessoas reais, que sofrem as dores reais e que mesmo assim vivem felizes.
Durante a trajetória encontramos crianças deficientes visuais, tetraplégicas, com deficiência mental e diversas outras deficiências, mas encontramos também pais e mães dedicados, que movidos pela força divina fazem com que as deficiências de seus filhos se tornem menos dolorosas.
Ao final do dia, no momento da Oração, o sentimento de gratidão é grande.
Os participantes sentem que conseguiram enxergar através dos olhos de uma criação cega, ou caminhar através de uma criança tetraplégica tamanho a alegria que expressam. Sentem que não se pode reclamar por pequenas dores enquanto muitos dão graças mesmo diante de grande dores. A vida tem dessas coisas.
A todos os que ajudaram, a todos que encontramos pelo caminho, a todos que nos receberam em suas casas, a todos a nossa gratidão por ter estado om vocês e pela oportunidade que nos foi oferecida. Muito Obrigado em nome de todos os Irmãos e Irmãs do GPTB-CESJB.
Seguem algumas fotos dos momentos do trabalho desenvolvido.
 

















 
 

Maior joia da literatura cristã primitiva, a Carta a Diogneto nos conta como viviam os primeiros cristãos

Durante muitos e longos séculos, um elegante manuscrito composto em grego permaneceu ignorado no mais abissal dos silêncios. O texto, de origens até hoje misteriosas, só foi encontrado, e por acaso, no longínquo ano de 1436, em Constantinopla, junto com vários outros manuscritos endereçados a um certo “Diogneto”.
Se não há certeza sobre o seu autor, sabe-se que o destinatário do escrito era um pagão culto, interessado em saber mais sobre o cristianismo, aquela nova religião que se espalhava com força e vigor pelo Império Romano e que chamava a atenção do mundo pela coragem com que os seus seguidores enfrentavam os suplícios de uma vida de perseguições e pelo amor intenso com que amavam a Deus e uns aos outros.
O documento que passou para a posteridade como “a Carta a Diogneto” descreve quem eram e como viviam os cristãos dos primeiros séculos. Trata-se, para grande parte dos estudiosos, da “joia mais preciosa da literatura cristã primitiva”.
Confira a seguir os seus parágrafos V e VI, que compõem o trecho mais célebre deste tesouro da história cristã:
“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por sua terra, nem por sua língua, nem por seus costumes. Eles não moram em cidades separadas, nem falam línguas estranhas, nem têm qualquer modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, nem se deve ao talento e à especulação de homens curiosos; eles não professam, como outros, nenhum ensinamento humano. Pelo contrário: mesmo vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes de cada lugar quanto à roupa, ao alimento e a todo o resto, eles testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.
Vivem na sua pátria, mas como se fossem forasteiros; participam de tudo como cristãos, e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é sua pátria, e cada pátria é para eles estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Compartilham a mesa, mas não o leito; vivem na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas, com a sua vida, superam todas as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, ainda assim, condenados; são assassinados, e, deste modo, recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, recebem a glória; são amaldiçoados, mas, depois, proclamados justos; são injuriados e, no entanto, bendizem; são maltratados e, apesar disso, prestam tributo; fazem o bem e são punidos como malfeitores; são condenados, mas se alegram como se recebessem a vida. Os judeus os combatem como estrangeiros; os gregos os perseguem; e quem os odeia não sabe dizer o motivo desse ódio.
Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo; os cristãos, por todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não pertencem ao mundo. A alma invisível está contida num corpo visível; os cristãos são visíveis no mundo, mas a sua religião é invisível. A carne odeia e combate a alma, mesmo não tendo recebido dela nenhuma ofensa, porque a alma a impede de gozar dos prazeres mundanos; embora não tenha recebido injustiça por parte dos cristãos, o mundo os odeia, porque eles se opõem aos seus prazeres desordenados. A alma ama a carne e os membros que a odeiam; os cristãos também amam aqueles que os odeiam. A alma está contida no corpo, mas é ela que sustenta o corpo; os cristãos estão no mundo, como numa prisão, mas são eles que sustentam o mundo. A alma imortal habita em uma tenda mortal; os cristãos também habitam, como estrangeiros, em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus. Maltratada no comer e no beber, a alma se aprimora; também os cristãos, maltratados, se multiplicam mais a cada dia. Esta é a posição que Deus lhes determinou; e a eles não é lícito rejeitá-la”.
Fonte: ALETEIA