segunda-feira, 13 de abril de 2015

Os mistérios de Tomar têm gravados em suas paredes e muralhas a história da Ordem dos Cavaleiros Templários, a Ordem de Cristo


Pela terceira vez o Fr. +++ Albino Neves, Gran Prior do Brasil esteve emTomar, desta feita foi acompanhado pelo Gran Prior do Paraguay, Fr.+++ José Riquelme.

 A visita começou na Igreja de São João Batista, no centro da parte histórica da cidade, onde assegura a história Templária que existe uma ligação ao Castelo Templário de Tomar, hoje, Convento de Cristo. Ao longo do trajeto percorrido pelo postulante durante horas seguidas, ele enfrentava seus medos e temores, seus fantasmas e imaginações. O encontro consigo mesmo conduzia o postulante a melhor se conhecer, sendo este o primeiro passo do seu renascimento.
O escritor Joaquim Nunes Silva diz que existe um túnel que liga a Igreja de Santa Maria dos Olivais, passando por baixo do Rio Nabão que liga ao Castelo Templário. 
Os Gran Priores foram acompanhados pelo jovem Escudeiro Gabriel O.R., cujos olhos brilhavam enquanto penetrava no seio da história da Ordem.

Na visita ao Castelo Templário os Gran Priores estiveram na Sala do Capítulo, onde os Irmãos se reuniam em capítulo estudando os mistérios da vida e desvendando a essência do Evangelho Sagrado. Estiveram na Charola central, cujas paredes adornadas com obras de artes seculares, muitas delas folheadas a ouro, marcam a sensibilidade e a cultura daqueles que marcaram a história da Idade Média de forma ímpar.
Visitaram as Celas onde dormiam, meditavam e mergulhavam em orações os Monges/Guerreiros.

Na Janela do Capítulo constataram a sensibilidade esculpida na obra “manuelina”, cuja mensagem é clara sobre os dois mundos, o material e o celestial. Na coluna à esquerda é possível ver anjos elevados, sem ter seus pés sobre a pedra visto que estão suspensos no ar, sem nenhuma base para os sustentar. A coluna é adornada por alcachofras, planta que vai ao fogo e como a fênix renasce das cinzas. No meio da coluna uma corrente a transpassa de um lado ao outro, cuja sequencias de elos simbolizam a união mais perfeita conhecida pelo homem. Já na coluna da direita vê-se um homem assentado sobre a pedra, demonstrando que ele ainda necessita dela para se sustentar nesta vida. A coluna também é adornada por alcachofras, desta feita para mostrar ao homem que ele pode ressurgir das cinzas e encontrar a luz. No meio desta um grande cinturão mostra que o homem deve saber apertar e afrouxar seu caminhar de acordo com seu desenvolvimento.

 


Os Templários visitaram as demais dependências daquele Patrimônio Histórico da Humanidade que guarda os mistérios e segredos da maior Ordem da história da humanidade.
“Cada visita ao Convento de Cristo, como hoje é chamado o Castelo Templário de Tomar proporciona ao Cavaleiro uma nova visão, uma nova descoberta das mensagens cifradas e deixadas pelos Irmãos Maiores sobre a história da Ordem do Templo”, realçou o Gran prior do Brasil.


Além de todo grande acervo entre símbolos, pinturas, esculturas, gravuras e arquitetura existentes em cada canto daquele lugar, algo a mais chamou atenção do Gran Prior +++ José Riquelme enquanto o Gran Prior do Brasil discorria sobre a história e simbolismo das duas colunas que se encontram uma de cada lado da Janela do Capítulo. Ao olhar para a parte de baixo da Janela cujo centro tem o formato de um “íris”, desses que são usados em câmeras fotográficas, José Riquelme viu uma cabeça esculpida, notando que a mesma tem significativa semelhança com o perfil do rosto do Gran Prior Fr. +++ Albino Neves, o que foi confirmado por este. Coincidência?


História
Informações levam a crer aos historiadores que por ocasião da perseguição aos membros da Ordem, na França, durante o reinado de Felipe, o Belo, em 1307, seus tesouros teriam desparecido, para decepção do ambicioso monarca. Muitos acreditam que parte dele teria sido embarcado para Tomar, o que não foge muito a realidade, tendo em vista que Portugal deu apoio aos Monges/Guerreiros desconsiderando a posição e postura de Felipe, o Belo. O fato é que a partir daquela data, de posse das cartas, dos conhecimentos náuticos e do poderio financeiro da Ordem Portugal lançou-se ao mar em grande escala, partindo para as grandes descobertas, abrindo assim as portas do mundo para o Ocidente.

“Fiat voluntas tua” – “Seja feita a vossa vontade” -, com estas palavras o escritor Joaquim Nunes, nascido em Santa Maria dos Olivais, freguesia de Tomar, Portugal, inicia o capítulo XVI de seu livro “O Mestre Templário na fundação de Portugal”. Tal livro foi entregue ao Gran Prior do Brasil Fr. +++ Albino Neves, por sua amiga Maribel, na cidade do Porto, com a seguinte dedicatória: “que a luz do conhecimento brilhe sempre em seu horizonte”.
Sim a vontade de Deus se fez e se faz presente em Tomar, onde se encontra um dos ou o maior acervo vivo da Ordem dos Cavaleiros Templários, que desde 1.307 passou a chamar-se em Portugal pelo nome de Ordem de Cristo.



O castelo/igreja tem sua construção datada com início em 1.160 e foi inspirado segundo o escritor nas Igrejas bernardenses, o que demonstra que certamente está foi uma homenagem do Mestre Templário Galdim Pais, seu construtor, à São Bernardo, que instituiu as regras da Ordem do Templo.















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